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A incrível arte de “cortar a fita”

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by: pribeir5
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Há alguns dias eu recebi de uma editora um livro do Profº Luiz Marins intitulado: “Livre-se dos corvos - Cuidado com os sugadores de energia”, e me lembrei de um gerente com quem trabalhei há alguns anos e que sempre me dizia que um dia escreveria um livro e o título seria: A incrível arte de cortar a fita.

Ele dizia isso devido à enorme capacidade de algumas pessoas, nesse caso em especial da empresa que trabalhamos juntos, de literalmente “cortar a fita”.

Esse termo foi muito utilizado por ele para fazer alusão às pessoas que aparecem na hora da inauguração, por exemplo, de algum empreendimento e literalmente cortam a fita, aparecem na foto mesmo sem ter participado do projeto como um todo, sem ter dispensado nenhum tipo de esforço, mas que estarão imortalizados, e por que não dizer associados devido a aquele momento.

Lembro-me de situações pontuais onde ficamos por dias, às vezes semanas trabalhando em um projeto para uma determinada área, e depois de concluído algumas pessoas falavam e divulgavam o trabalho como se ele tivesse sido totalmente pensado e executado por uma “equipe”, e às vezes simplesmente se esqueciam até de citar os nomes dos idealizadores.

Esse fenômeno pode ser observado não só dentro das organizações, mas como eu mesmo pude constatar quando decidi apenas lecionar, pode ser encontrado e visto também nas instituições de ensino, logo parece possível afirmar que se trata de um fenômeno que pode ser associado a pessoas, e não a instituições.

Infelizmente esse tipo de pessoa está por aí aos montes, e não vejo outra alternativa senão pensar em alternativas para sobreviver ao mundo competitivo que o séc. XXI nos trouxe. Talvez a melhor alternativa seja se desenvolver, sempre e a cada dia mais.

É como eu costumo dizer aos meus alunos, quem não quiser ser apenas mais um vai morrer estudando. Eu tenho um aluno que está estudando russo pela internet, um dia eu perguntei a ele por que russo? Ele me respondeu que se um dia ele participar de um processo seletivo onde o idioma russo for o diferencial, possivelmente ele terá mais chances devido ao fato do idioma não ser tão comumente falado aqui no Brasil. Não sei se ele está certo ou não, mas convenhamos, é uma forma diferente de pensar no desenvolvimento, e quem sou eu para dizer que ele está errado?

Bom, duas coisas então são importantes salientar antes de fecharmos esse assunto, primeiro, só ficarão nas organizações as pessoas que forem úteis a ela... e enquanto forem, então continuem pensando no desenvolvimento pessoal. E segundo, por favor, livrem-se dos corvos, dos sugadores de energia, e por que não dizer, dos cortadores de fita.

Sobre o Autor

Mestre em Psicologia da Saúde, Pós Graduado em Gestão de RH e Psicologia Organizacional e Bacharel em Administração de Empresas. Professor universitário nos cursos de Gestão de RH, Gestão Ambiental e Gestão de Segurança Privada na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). Atuei por 15 anos em Recursos Humanos na Ford Motor Company Brasil Ltda de onde me desliguei em 2007. Tenho experiência nas áreas de Recursos Humanos e Psicologia Organizacional. Contato:p.eduardo.ribeiro@uol.com.br


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