A Inovação e o Branding
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by: Carlos M Saraiva
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‘A INOVAÇÃO E O BRAND’
" Contem-me, que eu esquecerei. Mostrem-me, que eu talvez possa recordar. Envolvam-me, que eu compreenderei." Benjamin Franklin
Esta frase foi escrita por alguém que viveu no séc. XVIII, numa época em que de certeza ainda não se falava de marketing, muito menos das ferramentas desta matéria, e nem se imaginava que viesse a existir.
A grande maioria das decisões dos consumidores assume um pendor de raiz emocional ao nível do subconsciente – estudos empíricos apontam para mais de 85% – pelo que, no sentido de os captar e fidelizar, há que desenvolver tendências na “Inovação” e na “Marca” que os surpreendam e envolvam significativamente.
Onde o capital da “Marca” assume cada vez maior importância, torna-se imprescindível que a imagem de uma empresa acompanhe as tendências e evolua assumindo a “Inovação” no sentido da constante aproximação aos seus clientes.
Sempre foi uma mais valia, o serviço que se presta aos clientes, e a “Marca” é sempre o ponto de partida num compromisso entre a empresa e o mercado. Uma “Marca” deve entender os seus clientes, e nunca tentar mudá-los ou transformá-los naquilo que não são, nem tão pouco tentar apresentar produtos/serviços que não pretendam adquirir. A estratégia de abordar o mercado, pode tentar alterar hábitos e tendências dos consumidores, mas deverá sempre ser feita através de uma estratégia própria, e a “Marca” tem apenas uma função identificativa nessa estratégia, onde a “Inovação” assume o factor decisivo do consumo.
Usar o Branding pode uma ajudar uma PME a desenvolver uma estratégia de gestão voltada para o seu próprio nicho de mercado, não concorrendo assim com as grandes empresas. Sentir que existem lacunas que os grandes grupos têm dificuldade em analisar, uma PME pode e deve conseguir desenvolver um serviço personalizado e fidelizar mais facilmente os seus clientes.
O Branding não é mais do que utilizar a “Marca” como forma de potêncializar o negócio sendo uma técnica de marketing cada vez mais usual e conhecida no mercado como uma força conferindo ás empresas uma identidade própria. O Branding não é um produto, nem um serviço. É uma postura empresarial orientada pela “Marca” e pela sua gestão, que liga emocionalmente a empresa aos clientes, e tem como base a “Inovação”.
Não é intenção do autor com este trabalho assumir que o sucesso do projecto se deve apenas à “Inovação” e ao “Brand”, mas sim a uma estratégia de gestão conjunta implementada na empresa, onde estes dois factores são determinantes, em conjunto com outras ferramentas para uma significativa melhoria dos resultados.
”Mais vale um bom-nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do
que a prata e o ouro”.”A Bíblia”, Provérbios, 22, 1.
Não existe nada sem nome, empresas, produtos, serviços, tudo tem um nome. A partir daí podemos criar um nome que demonstre a especialização de uma actividade e a identificação com o mercado. Criar nomes para empresas e produtos. Ainda que em português exista a onomástica, os especialistas da área preferem chama-la de “NAMING”. A palavra que define o estudo dos nomes, onomástica, em sua origem grega indica claramente a actividade: segundo o Houaiss onomastikós é o “hábil em dar nome, com arte em dar nome, nominativo”.
Embora os empresários ainda não estejam totalmente familiarizados com o Branding, e nem lhe dão o devido valor, não obstante, tentam sempre procurar um bom-nome ou uma boa marca para o desenvolvimento dos seus produtos ou da sua empresa. Baseiam-se simplesmente num “termo” normalmente muito básico, que seja facilmente decorável e tenha um símbolo e um “lay out” agradável à vista. Procuram alguém que melhore a sua ideia base da marca, e não exploram todas as potencialidades que ela pode e consegue desenvolver.
Criar nomes é uma actividade complexa, cara que exige muita criatividade, embora não apresente dificuldades insuperáveis, uma vez que não existem fórmulas ou receitas para facilmente se resolver o problema, há sempre especialistas com ideias luminosas prontas a serem desenvolvidas. E na verdade existem procedimentos utilizados por profissionais e empresas, focadas na criação e desenvolvimento de nomes e marcas.
Na Europa é normal uma empresa pagar entre 75.000.00€ ou 100.000.00€ euros pela criação de um nome.
Em Portugal ainda não é muito comum despender de quantias tão elevadas na busca da “Marca” e do nome perfeito. Embora já existam empresa e produtos no mercado com excelentes nomes e a desenvolverem “Brand” tirando partido e obtendo melhores resultados com esta técnica. A “Marca” passou a ser um dos activos das empresas e em alguns casos, quando avaliadas por especialistas têm um valor superior ao restante imobilizado da empresa. Isto quer dizer que uma grande “Marca” chega mesmo a ser o maior activo que qualquer empresa gostava de ter.
Qualquer mudança na “Marca” e na imagem de uma empresa tem sempre custos acrescidos. Deverá ser feita uma análise minuciosa e um estudo prévio de forma a tentar minimizar esses mesmos custos. Uma orçamentação detalhada de todos os gastos directos e indirectos com a mudança, já que os mesmo podem reflectir o cash flow da empresa num curto prazo, é a forma mais correcta de projectar todas as alterações necessárias sem por em causa a viabilidade económica e financeira.
“Um Mau nome não prejudica uma boa empresa, mas uma Boa “Marca” certamente ajuda”
Como conclusão, podemos estabelecer como uma estratégia devidamente planeada, pode melhorar os resultados de qualquer actividade. No entanto não se pode deixar mais uma vez de referir que a “Inovação” e o “Brand” isolados não conseguem implementar as vendas, são sim, apenas ferramentas que de marketing que aliadas a outras estratégias de Gestão conseguem em consequência vantagens competitivas próprias.
Bibliografia: http://www.marketeer.pt/ http://www.mktonline.net/ http://www.geranegocio.com.br/
http://www.geranegocio.com.br/ http://www.empreendedor.com.br/
Sobre o Autor
Carlos Machado Saraiva, licenciado em Engª Mecanica, concluiu MBA Internaciol de Direcção Geral de Empresas (Eudem), sendo este artigo uma parte da tese do MBA de Hotelaria e Turismo (Inst .Planeamento e Desen. De Turismo)
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