Os Contrastes Brasileiros
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by: Professor Julio
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Qual o Tamanho
da Economia Brasileira Atualmente? Qual a Nossa Posição em Relação à
Qualificação de Nossos Funcionários?
Após
um inflamado discurso dos governistas no Senado brasileiro exaltando os resultados
alcançados recentemente pela Economia – “sétima
posição entre as potências econômicas mundiais” – o Senador Cristovam
Buarque (PDT – DF) tomou a palavra e, em contrapartida, afirmou: _ “É, mas em
compensação somos o 88° colocado em educação segundo a UNESCO e, além disso,
não adiantaria muito estarmos nessa posição se somos o 55° país do mundo no
valor de renda per capita” – completou.
Tem
toda razão o senador da “oposição”, pois atualmente o Brasil é o 69° na ordem
dos países com ética na política em função da corrupção (nossa nota é 3,7 numa
escala até 10) e, a conseqüência disso é que nos tornamos o 8° pior país do
mundo em termos de concentração de renda – na frente apenas da Guatemala,
Suazilândia, República Centro Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.
Em
seu artigo (“As Vergonhas Que Temos” – Jornal O Globo – 09/04/2011) Cristovam
Buarque aprofunda sua análise no perfil da produção industrial brasileira,
demonstrando que há décadas o Brasil exporta quase o mesmo tipo de bens e, o
que é pior, continua importando os produtos modernos – da área científica e
tecnológica. Isso ocorre porque produzimos um número insignificante de doutores
por ano; ou seja, pouquíssimos brasileiros conseguem completar o curso de
doutorado.
Esse
é o reflexo de um enorme contraste entre a ponta da Economia (produção de bens
de consumo) e sua base de sustentação (escolaridade de seus funcionários), pois
ao mesmo tempo em que somos um dos maiores fabricantes mundiais de automóveis e
aviões, também temos uma grande população de “flanelinhas” fora da escola.
Segundo
a UNESCO, a maioria dos adultos analfabetos vive em apenas 10 países – o Brasil
é um deles, com 14 milhões – e, comparando-se com a época da República (1889),
temos hoje quase três vezes mais analfabetos do que naquela época, aos quais
ainda se somam mais de 40 milhões de “analfabetos funcionais” – não são capazes
de interpretar o que escreveram. Talvez seja por isso que nunca tivemos um
Prêmio Nobel.
O
senador vai mais longe ao afirmar que existe uma dicotomia entre uma das
maiores economias do mundo e um mundo social real entre os mais pobres. Para
ele, essa realidade se explica porque nosso projeto de nação é:
A)
Sem Lógica: porque não percebemos que um país rico
é um país sem pobreza.
B)
Sem Previsão: porque não percebemos que nossa
grande, mas atrasada Economia é incapaz de concorrer com as “economias do
conhecimento” – implantadas em países com menor riqueza, porém com mais futuro.
C)
Sem Ética: porque comemoramos nossa posição na
Economia, mas esquecemos nossas “vergonhas sociais”.
Sobre o Autor
Professor, consultor e palestrante. Articulista do Jornal
do Commercio (RJ) e co-autor do livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50
Contos Selecionados" (Ed. Qualytimark, Rio de Janeiro, 2001). Por mais de 20 anos treinou equipes de Atendentes,
Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em várias empresas
multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de “Gestão
Empresarial” e atualmente ministra palestras e treinamentos “in Company” nas
áreas de Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente,
Secretariado e Recursos Humanos. Graduado em Administração de Empresas, especialista
em Marketing e Gestão Empresarial, com MBA em Marketing no Mercado
Globalizado e complementação pedagógica.
Contatos: jcss_sc@click21.com.br (21) 2233-1762 / (21) 9348-4170
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