Será que devo permanecer na mesma empresa ou será que é hora de sair?
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by: pribeir5
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Muitos dos meus alunos me perguntam se o ideal é ficar por muitos anos no mesmo emprego, ou se o ideal é ficar por uns quatro ou cinco anos e sair para recomeçar em uma nova empresa. Vamos pensar um pouco a respeito desse tema.
A geração anterior a minha, ou melhor, a geração do meu pai não tinha condições de estudar, pois era preciso desde muito cedo começar a trabalhar para ajudar em casa. Normalmente as famílias tinham muitos filhos e dificilmente algum deles conseguia terminar o primeiro grau, ou como é conhecido hoje ensino fundamental II. Já a minha geração, pelo menos a grande maioria conseguiu terminar o segundo grau, conhecido hoje em dia como ensino médio.
A geração do meu pai se preocupava com a estabilidade que o emprego trazia, pois a oferta era infinitamente maior que a procura. Lembro-me que uma vez fiz um teste para iniciar em uma empresa na quarta feira e disse ao empregador que iniciaria somente na segunda seguinte, hoje além de você precisar passar por inúmeras fases do processo, se for preciso você inicia no mesmo dia a trabalhar.
Já as pessoas da minha geração (apesar de muitos ainda terem o receio de mudar como a geração do meu pai) começaram a perceber que as mudanças às vezes são necessárias, até porque o emprego formal que a geração do meu pai conheceu, com carteira assinada não é mais garantia de segurança nos dias de hoje.
Tivemos que nos reciclar, como eu costumo dizer trocar o pneu do carro com ele em movimento, e aprender entre outras coisas a utilizar o computador... e na raça. Eu, por exemplo, fui conhecer um computador de perto já bem grandinho, e quem teve receio ou achou que aquilo era apenas um modismo bobo acabou ficando pelo meio do caminho.
A geração atual, como costuma dizer um amigo meu, nasceu com um mouse na mão e com o símbolo de @ (arroba) na testa, eles não tem o menor receio de utilizar o computador, e, aliás, o fazem com maestria e desenvoltura que chega a irritar. Meu filho com apenas 17 anos já é professor de desenvolvimento de games em uma escola conhecida aqui de São Paulo, enquanto eu aos 17 ainda estava encantado com a tecnologia revolucionaria do vídeo cassete que meu pai tinha acabado de comprar.
Eles não temem a mudança e muitos deles não estão dispostos a perder tempo esperando uma oportunidade, eles vão atrás da oportunidade, seja na empresa que estão ou em outra que esteja disposta a abrir suas portas e criar condições para que esses jovens talentos mostrem do que são capazes, aliás, não deveria ser esse o papel das organizações?
Muitos preferem ainda trabalhar por conta, pois não querem ninguém tomando conta de suas vidas, e uma ótima alternativa é a internet.
A revista do Administrador Profissional, publicada pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) nº 277 de julho de 2009, apresenta uma reportagem que fala sobre pessoas que se utilizam da internet, mais especificamente de blogs para prestar serviços a empresas renomadas. A matéria pode ser vista na íntegra no site do CRA-SP no link a seguir: (http://www.crasp.com.br/index.asp?secao=1008).
A verdade é uma só, não importa quantos anos você vai permanecer na mesma empresa, aliás, na minha humilde opinião não é com isso que devemos nos preocupar. Talvez a pergunta correta seja se temos ou não condições de crescer profissionalmente nesta ou naquela empresa, e partindo deste princípio, a quantidade de anos dependerá do que cada um espera para a sua carreira. Mas não podemos nos esquecer também que a decisão de crescer deve sempre ser nossa, e não da organização, mais isso já é outra história....
Sobre o Autor
Mestre em Psicologia da Saúde, Pós Graduado em Gestão de RH e Psicologia Organizacional e Bacharel em Administração de Empresas. Professor universitário nos cursos de Gestão de RH, Gestão Ambiental e Gestão de Segurança Privada na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID). Atuei por 15 anos em Recursos Humanos na Ford Motor Company Brasil Ltda de onde me desliguei em 2007. Tenho experiência nas áreas de Recursos Humanos e Psicologia Organizacional. Contato:p.eduardo.ribeiro@uol.com.br
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