Ao Sabor da Corrente - Viagens Espaciais
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by: Zoomarine
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Uma investigação sobre a hibernação do urso-preto (Ursus americanus) veio demonstrar que, através do estudo da vida selvagem, podemos encontrar a resposta para alguns dos mais incríveis desafios ou problemas.
Contrariamente ao que acontece com pequenos mamíferos que durante o longo Inverno adormecem numa toca e a sua temperatura baixa bastante, o metabolismo do urso-preto diminui cerca de 75% e a sua temperatura apenas diminui 5 a 6 graus.
Esta investigação, levada a cabo por uma equipa de cientistas de universidades prestigiadas, como Stanford ou Alasca, estudou cinco indivíduos da espécie e durante os 5 meses de hibernação mediram a sua temperatura, o batimento cardíaco e a actividade muscular. Utilizaram também câmaras e detectores de oxigénio, dióxido de carbono e movimento.
Através destas técnicas verificaram que a temperatura baixava e subia gradualmente, em ciclos de vários dias, sendo acompanhada por ritmos respiratórios e cardíacos irregulares, podendo o coração ficar parado durante 20 segundos entre respirações.
Quando termina esta época, demoram cerca de 3 semanas até retomarem o metabolismo normal e, mesmo após os longos meses de hibernação, não apresentam nenhuma perda muscular ou tecido ósseo.
A equipa acredita que conhecendo a base molecular e genética que permite esta técnica de hibernação, poderiam replicá-la na medicina tradicional como, por exemplo, em novas terapias de prevenção de osteoporose ou baixando o metabolismo de pessoas feridas que necessitam um tratamento avançado, ou até em viagens espaciais, colocando os tripulantes num estado de suspensão.
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