Notas negativas nos exames de secundário
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by: siklas
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No total das 24 disciplinas em que os alunos podem faz a exame, em 11 delas a classificação média foi negativa. Na primeira fase tinham sido sete. A queda foi maior no que respeita aos resultados obtidos pelos alunos internos, que são aqueles que frequentam as aulas o ano inteiro e têm aproveitamento para ir a exame. Passaram de quatro para dez disciplinas com média negativa. Na análise que faz dos resultados, o Ministério da Educação e Ciências apenas tem em conta a média destes alunos.
Depois de no total ter havido tantas negativas é claro que os alunos irão ficar com ainda mais atenção às colocações 2011 para o Ensino Superior.
Apesar de a prova ter
tido também um grau de maior dificuldade do que a realizada na primeira
fase, a média total de Biologia e Geologia subiu de 10,7 para 11,1. “O
trabalho dos professores tem evoluído muito nos últimos anos, os alunos
estão mais bem preparados e os resultados estão à vista”, comenta João
Oliveira, da direcção da Associação Portuguesa de Professores de
Biologia e Geologia.
Já a Matemática A a média total desceu de
9,2 para 8. Os resultados dos alunos internos caíram de 10,6 para 9,1.
“Já estávamos à espera. Se já é sempre esperada uma baixa de resultados
na segunda fase, com um teste ligeiramente mais difícil, como aconteceu,
era certo”, afirma Elsa Barbosa, presidente da Associação de
Professores de Matemática. Numa nota sobre os resultados dos exames, o
MEC chama também a atenção para o facto de os alunos que vão à segunda
fase terem, à partida, mais dificuldades do que aqueles que se despacham
logo na primeira leva. Muitos alunos internos “realizaram exames na
segunda fase por terem reprovado na primeira, É de referir também que na
segunda fase realizam exames alunos que não tiveram condições de
admissão à primeira fase por terem reprovado na avaliação interna final
do 3º período”.
A Português, a média total passou de 8,9 para 9,1
e a dos alunos internos de 9,6 para 10. A presidente da Associação e
Professores de Português, Edviges Ferreira, atribui esta ligeira subida
ao facto de o poema apresentado para interpretação (“A última Nau”, de
Fernando pessoa) ser habitualmente trabalhado nas aulas, o que não
acontece com o de Álvaro e Campos que foi proposto na primeira fase. Por
outro lado, “os alunos tiveram quase um mês para preparar melhor a
gramática”. Uma das novidades da prova de Junho consistia na introdução
de três itens sem escolha múltipla onde se pedia aos alunos que
identificassem funções sintácticas e classificassem oração. A maioria
falhou. “Agora já estavam mais precavidos”, adianta Edviges Ferreira,
Das provas que viu constatou que as respostas a este tipo de itens já
estavam “um pouco melhor”.
Sabemos através de entrevistas aos alunos que a prova de Física e Química A foi mais complicada na segunda fase e por isso voltou à negativa,
depois de uma média positiva na primeira fase, que quebrou um jejum de
anos. A nota dos exames conta 30 por cento para a classificação final
dos alunos.
Agora é só esperar pelos resultados das colocações no ensino superior 2011.
Para concluir foram feitos 145.538 exames, o que corresponde a cerca de 73 por cento das inscrições. Na primeira fase realizaram-se 264.748 provas, correspondendo a cerca de 75 por cento dos inscritos. Em ambas, as disciplinas de Português e Física e Química A foram as que registaram um maior número e inscrições. O exame de Português é obrigatório para todos os alunos do 12º ano.
Sobre o Autor
Gosto da educação em Portugal e das notícias relacionadas com ela. Tenho um site sobre isso, o Exames Nacionais.
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